| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Passeri |
| Parvordem: | Passerida |
| Família: | Cardinalidae |
| Ridgway, 1901 | |
| Espécie: | C. canadensis |
O Furriel é um passeriforme da família Cardinalidae.
Seu nome significa: do (grego) karuon = noz; e do (grego) thraustës = quebrador; e de cannadensis = referente ou originário do Canadá na América do Norte. ⇒ Quebrador de nozes do Canadá.
Também conhecido popularmente como canário-do-mato. Foi descrito por Lineu, que sugeriu como localidade tipo “Canadá”. O que foi considerado um equívoco e posteriormente corrigido para Caiena, na Guiana Francesa. Possui atualmente três subespécies:
- Caryothraustes canadensis canadensis possui uma ampla distribuição geográfica e ocorre, no Brasil, no norte do Maranhão, toda a parte norte e leste do Pará, oeste do Rio Negro e baixo rio Madeira e Tapajós. Fora do Brasil ocorre nas Guianas, Venezuela e sudeste da Colômbia. Habita preferencialmente as matas de terra firme, onde pode ser considerado comum em algumas regiões da Amazônia.
- Caryothraustes canadensis frontalis é o táxon encontrado na Mata Atlântica acima do Rio São Francisco, região conhecida como Centro Pernambuco de Endemismo. Como diversos outros táxons endêmicos dessa região, está ameaçado de extinção. A perda de habitat é o principal fator de ameaça. Pode ser diagnosticado por apresentar uma faixa negra na fronte. Essa subespécie vem se tornando cada vez mais rara, além de possuir populações isoladas.
- Caryothraustes canadensis brasiliensis é a subespécie que se distribui mais ao sul que as demais. Também habita a Mata Atlântica. Encontra-se na parte leste dos estados da Bahia e Minas-Gerais, assim como no estado do Espírito Santo e norte do Rio de Janeiro.
Com cerca de 17cm, apresenta na parte superior do corpo um amarelo-oliváceo e nas partes inferiores amarelo-brilhante. Não possui dimorfismo sexual. Apresenta uma conspícua máscara negra. O bico é bicolor, negro, com as porções da maxila superior e inferior mais próximas ao crânio, azul claro acinzentado; possui o tarso e os pés cinza. Vocaliza emitindo assobios curtos e pouco melodiosos, além de trinados (notas muito curtas seguidas umas das outras por um curto espaço de tempo).
Pouco se sabe sobre a biologia reprodutiva da espécie. Na literatura os registros de nidificação são muito escassos. Em geral, constroem ninhos de sete a oito metros de altura. Os ninhos são em forma de taça e os ovos de cor creme, com pintas marrons espalhadas.
Forrageiam nas copas à procura de sementes e frutos, podendo estar em bandos mono-específicos, ou bandos mistos. Vocalizam intensamente durante o forrageio.